quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Os Satanicos interesses da OTAN

Cartunista e ativista Carlos Latuff


Abaixo um excelente texto escrito por Altamiro Borges do "Blog do Miro". É realmente uma pena que a maioria das pessoas prefiram acreditar na mídia vendida/colonizada do que fazerem suas próprias pesquisas na internet. Está mais do que claro que esta guerra não tem como favorecido o povo líbio, a charge acima resume bem os interesse por detrás do apoio internacional/EUA.


Por Altamiro Borges

A mídia colonizada está em festa. A vinheta do Jornal das Dez, da Globo News, comemora “o fim da era Kadafi”. Merval Pereira, que mais parece um porta-voz do império, ataca o “ditador líbio” e, de quebra, a política externa do atual governo. O colunista da TV Globo preferia quando o chanceler de FHC tirava os sapatinhos nos aeroportos dos EUA e prometia apoio à invasão do Iraque.

Na imprensa mundial, a queda de Kadafi também parece próxima. Os “rebeldes” – a mídia evita realçar os bombardeios da Otan – já teriam ocupado parte de Trípoli. Barack Obama, o embusteiro que prometeu reduzir a ação belicista dos EUA, encurtou suas férias para comemorar o desfecho do ataque. “O regime de Kadafi está acabado e futuro da Líbia pertence ao povo”. Que povo?

Capitalistas estão excitados

Na Europa em frangalhos, o francês Nicolas Sarkozy e o britânico David Cameron anunciam uma reunião em Paris para discutir a agenda da “reconstrução” do país devastado. Cerca de 20 bilhões de euros do governo líbio, congelados em bancos da Inglaterra e Alemanha, seriam liberados para as obras, que teriam a participação das poderosas empreiteiras francesas e britânicas.

O mundo capitalista em crise está excitado. As bolsas de valores dos EUA e da Europa subiram, com seus pregões sendo puxados pelas ações das empresas de petróleo e gás. Segundo o Estadão, o clima de entusiasmo também atiça os rentistas brasileiros. “Os investidores estão otimistas quanto à possibilidade do fim dos conflitos da Líbia, que interromperam as exportações de petróleo”.

As reviravoltas de Kadafi

Com aponta Saul Leblon, da Carta Maior, o mundo capitalista pouco se importa com os 1.700 líbios mortos nas primeiras horas de combate em Trípoli. A tal “intervenção humanitária” da Otan, repetida milhões de vezes pela mídia, é conversa para enganar os trouxas. O que está em jogo na Líbia são suas riquezas, principalmente o petróleo. Kadafi virou um estorvo. Por isso, ele deve cair!

Kadafi já foi considerado vilão, aliado do bloco soviético e inimigo do “livre mercado” e da “democracia liberal” – principalmente quando estatizou o petróleo do país. Depois, acuado com o fim da URSS, ele renegou o seu passado nacionalista, virou amigo das potências imperialistas, tirou fotos com os “líderes ocidentais” e assinou estranhos contratos com as multinacionais.

“Rebeldes” sem povo

A recente revolta no mundo árabe, que derrubou vários carrascos aliados das nações imperialistas – que nunca foram rotulados de ditadores pela mídia colonizada – mudou a geopolítica da região e abalou os interesses das corporações. Era preciso derrubar, também, Kadafi. Afinal, ele nunca foi visto com bons olhos pela burguesia internacional.

Mas, diferentemente das outras nações árabes, onde multidões ocuparam as ruas na luta por democracia, na Líbia não ocorreram protestos massivos. A única forma de derrubar Kadafi, o vilão que virou amigo e, depois, virou novamente ditador, era fomentar os “rebeldes”, armá-los e, principalmente, ajudá-los com os bombardeios da Otan. Do contrário, os “rebeldes” seriam derrotados.

O petróleo é o “troféu” das guerras

Na tragédia da Líbia, não há santos. O que está em jogo, é bom enfatizar, é o petróleo. Como apontou Michel Chossudovsky, num excelente estudo sobre o país, “a Líbia está entre as maiores economias petrolíferas do mundo, com aproximadamente 3,5% das reservas globais de petróleo, mais do dobro daquelas dos EUA... O petróleo é o ‘troféu’ das guerras conduzidas pelos EUA-Otan”.

“A ‘Operação Líbia’ faz parte de uma agenda militar mais vasta no Médio Oriente e Ásia Central, que consiste em ganhar controle sobre mais de 60% das reservas mundiais de petróleo e gás natural, incluindo as rotas de oleodutos e gasodutos”. Com 46,5 mil milhões de barris de reservas provadas (dez vezes as do Egito), a Líbia é a maior economia petrolífera do continente africano.

Privatizar a indústria petrolífera

Para Chossudovsky, a “ação humanitária” da Otan na Líbia serve “aos mesmos interesses corporativos” da invasão do Iraque, em 2003. “O objetivo é tomar posse das reservas de petróleo, desestatizar a National Oil Corporation (NOC) e, finalmente, privatizar a indústria petrolífera do país, transferindo o controle e a propriedade da riqueza petrolífera para mãos estrangeiras”.

A estatal NOC está classificada entre as 25 maiores 100 companhias de petróleo do mundo. “O petróleo líbio é uma mina de ouro para os gigantes petrolíferos anglo-americanos. Embora o valor de mercado do petróleo bruto esteja atualmente pouco acima dos 100 dólares por barril, o custo do petróleo líbio é extremamente baixo”.

China e os objetivos geopolíticos

Além disto, a operação militar da Otan tem objetivos geopolíticos que pouco aparecem nos noticiários da mídia imperial. “Onze por cento das exportações de petróleo líbias são canalizadas para a China... A presença chinesa na África do Norte é considerada por Washington como uma intrusão... A campanha militar contra a Líbia pretende excluir a China desta região”.

Estas razões é que explicam a violência dos bombardeios da aliança militar dos países capitalistas – a Otan. Como alerta o escritor Michael Collon, o resto é pura manipulação midiática. “O problema é eles falam em ‘guerra humanitária’ e que gente de esquerda se deixa enganar. Seria melhor que lessem o que pensam os verdadeiros líderes dos EUA ao invés de olharem e assistirem a TV?”.

A “ingenuidade” dos cúmplices

“Escutem, a propósito dos bombardeios contra o Iraque, o célebre Alan Greenspan, durante muito tempo diretor da Reserva Federal dos EUA. Ele escreveu em suas memórias: ‘Sinto-me triste quando vejo que é politicamente incorreto reconhecer o que todo mundo sabe: a guerra no Iraque foi exclusivamente pelo petróleo’”. Collon critica a “ingenuidade” de certos setores da esquerda, que não aprenderam “nada sobre as falsidades humanitárias transmitidas pela mídia nas guerras precedentes”.

E cita o discurso de Obama para justificar os ataques à Líbia: “Conscientes dos riscos e das despesas da atividade militar, somos reticentes ao empregar a força para resolver os numerosos desafios do mundo. Mas quando os nossos interesses e valores estão em jogo, temos a responsabilidade de agir. Vistos os custos e riscos da intervenção, temos que calcular nossos interesses ante a necessidade de uma ação. A América tem um grande interesse estratégico em impedir que Kadafi derrote a oposição’”.

Texto original aqui.
http://altamiroborges.blogspot.com/


9 de Agosto de 2010 - 21h37
Otan, uma máquina de guerra global em movimento
(A serviço do Anti Cristo)

Quando a Otan comemora o 60º aniversário, os seus mentores propagandeiam suas indiscutíveis virtudes e necessário futuro para bem de “o mundo livre”. Recordemos a história da sua fundação e dos seus passados feitos políticos e bélicos. Braço armado do imperialismo, com este partilha agressivas iniquidades e desígnios – e o mesmo destino final.

 Por Rui Namorado Rosa*


 A ideia e origem da Otan

 A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é uma aliança militar criada sob liderança norte-americana em 1949 para defender o Ocidente da União Soviética.

 Tal como foi delineado no Tratado de Washington de 1949, “salvaguardar a liberdade e a segurança de todos os seus membros” aparentou ser o objetivo primordial da Otan durante a Guerra-fria. Quando as democracias ocidentais enfrentaram o que viam como uma ameaça da União Soviética por recearem a influência da ideologia comunista, a missão da Otan era combater essa influência e impedir um propalado eventual ataque da União Soviética e, mais tarde, do Pacto de Varsóvia constituído a Leste.

 O âmbito da Otan era a defesa coletiva, expressa no Artigo 5º do Tratado de Washington, que estipula que a Otan deve considerar um ataque a um dos seus membros como um ataque a todos eles. Desde a sua origem em 1949 com 12 países (Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Islândia, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos), a Otan reconheceu a Grécia e a Turquia como membros em 1952, a Republica Federal da Alemanha em 1955 e a Espanha em 1982. É hoje composta por 17 países europeus, os EUA e o Canadá, e celebrou o seu 60º aniversário em Abril realizando uma cimeira de alto nível em Estrasburgo (sede do Parlamento Europeu) uma oportunidade para reafirmar e testar a base de apoio de que dispõe neste continente.

 Historicamente, os EUA forneceram a maior parte dos fundos econômicos, tropas e armas à Otan e dominaram o processo de tomada de decisões da aliança.

 O colapso da União Soviética e das democracias populares da Europa de Leste e a abolição do Pacto de Varsóvia invalidaram a razão de ser original da Otan e despoletaram a procura de uma nova abordagem à política de defesa e segurança do Ocidente. Não se considerou a completa abolição da Otan. Ao invés, novos objetivos foram propostos, que consistiam em torná-la numa agência política que consolidasse as democracias de toda a Europa, incluindo as do Leste e a própria Rússia.

                             A Otan redefine o seu conceito e redistribui as suas forças

Depois da dissolução da União Soviética em 1991, a existência da Otan foi colocada em questão, mas um novo Conceito Estratégico foi formulado e imposto nesse mesmo ano. A Otan não mais era necessária para defender a Europa Ocidental de uma ameaça pouco provável da Rússia, econômica e politicamente debilitada, e seus antigos aliados. Entre debates sobre o futuro propósito da Otan, a sobrevivência institucional impôs-se porque a natureza militar da aliança se baseava num mais profundo entendimento ideológico da necessidade de proteger os interesses políticos da elite da classe dominante e da maior potência político-econômica capitalista e seus interesses oligárquicos. Os estados membros haviam investido muito e habituado aos procedimentos operativos da aliança e decidiram prosseguir nos mesmos objetivos.

 Desde o final dos anos 1990, os líderes da Otan procuraram tornar a aliança mais relevante na situação do pós-guerra fria através de quatro processos e objetivos chave inter-relacionados, nomeadamente:

 – Acordo quanto a um novo Conceito Estratégico em 1999;
 – Missões para gestão de situações de crise nos Balcãs;
 Construir a segurança através de parcerias, como a Partnership for Peace, o Euro-Atlantic Partnership Council e o Conselho Otan-Rússia;
 – O alargamento da Otan para o Leste.

 Num encontro do Conselho do Atlântico Norte em Dezembro de 1998, o Secretário de Estado apresentou propostas norte-americanas para a nova missão da aliança, de acordo com a qual a Otan deveria não só manter a capacidade de defender os estados membros, mas também aumentar o seu raio de ação para combater ameaças de armas de destruição massiva e impedir a disseminação de violência regional aquém e além das fronteiras da aliança. Diferenças étnicas e religiosas foram apontadas e tornaram-se da noite para o dia, por decreto, causa não apenas de conflito mas muito mais do que isso, ameaça à segurança da aliança ocidental.

 E na realidade ações de manutenção da paz são não apenas receados pelas populações locais quando se revelam agressivas, como requerem experiência que a Otan não tem nesse domínio; o policiamento requer competências de tipo muito diferente das intervenções armadas; e concretamente os países da Otan têm forças para incorporar tropas aliadas que todavia não foram treinadas para funções de prevenção e monitorização. A competência que a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa deveria possuir neste âmbito encontra-se, lamentavelmente, limitada pelo número mínimo de pessoal permanente, pelo que a implementação de missões no terreno é levada a cabo por forças multinacionais recrutadas ad-hoc.

 Fundamentalmente, a intervenção da Otan em ações ditas de manutenção da paz não tem qualquer base no direito internacional; e o alargamento da Otan e a continuada iniciativa unilateral dos EUA no seu âmbito perpetuaram o papel crescente dos EUA na Europa e no mundo.

 O Artigo 42º do Capítulo VII da Carta das Nações Unidas autoriza a intervenção militar apenas “se o Conselho de Segurança considerar que medidas menos drásticas sejam inadequadas ou hajam já provado serem inadequadas”
 Assim sendo, o Tratado de Washington de 1949 obriga as nações da aliança a “absterem-se, nas suas relações internacionais, da ameaça ou uso da força que de qualquer modo se afaste dos objetivos das Nações Unidas.”

 Do mesmo modo, o Conceito Estratégico da Otan de 1991 afirma que o seu objetivo é “salvaguardar a liberdade e segurança de todos os seus membros … de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas.”

 Não se podem invocar os mecanismos de tomada de decisão das Nações Unidas uando o Conselho de Segurança é incapaz de agir eficazmente, nem legitimar uma autoproclamada aliança militar com autoridade para tomar decisões e atuar em questões internacionais à luz do seu próprio julgamento, quando os seus membros estão a defender os próprios “interesses vitais”, substituindo-se às Nações Unidas.

 O grave problema da falta de autoridade da Otan para atuar sem o apoio do Conselho de Segurança das Nações Unidas não está resolvido. O problema com autorizações das Nações Unidas para missões da Otan emergiu em resultado da contradição entre o papel original da Otan e as novas responsabilidades que esta a si mesma se atribuiu. A Otan assinalou a sua intenção de levar a cabo tarefas de segurança coletiva, mesmo fora do território dos seus membros e garante que continuará a atuar “de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas.” Contudo, o governo norte-americano afirma que a aliança deveria poder atuar mesmo quando não é possível obter a autorização formal do Conselho de Segurança das Nações Unidas. É isso que a realidade já confirmou no terreno. O conceito da “coligação de vontades” surgiria e seria apresentado ao mesmo tempo. A frase foi pronunciada por Bill Clinton em Junho de 1994 relativamente a possíveis ações contra a Coreia do Norte, foi aplicada à operação conduzida pela Austrália em Timor-leste e, no seu mais bem conhecido exemplo, à invasão do Iraque liderada pelos norte-americanos em Março de 2003.

 A Declaração da Cimeira de Bucareste (3 de Abril de 2008) proclama, logo no início: “Nós, Chefes de Estado e de Governo dos países membros da Aliança do Atlântico Norte, encontrámo-nos hoje para alargar a nossa Aliança e fortalecer a nossa capacidade de confrontar as actuais e emergentes ameaças à segurança do século XXI. Revimos os progressos significativos que fizemos em anos recentes para mudar a Otan, concordando que este é um processo que tem de continuar.”

                                                           Uma declaração alarmante

 Para além disso, a Otan não apenas agride e esconde informações ao exterior, revela-se também enganadora e secreta para dentro, especialmente no que respeita aos processos de tomada de decisão. Ao longo da história da Otan, quando deputados em parlamentos nacionais colocam questões acerca das decisões da Otan, invariavelmente lhes é dada como resposta que tais decisões são confidenciais. E quando tais questões são colocadas ao secretário-geral, este invariavelmente responde que a Otan é uma aliança de estados soberanos. Nunca houve mecanismos para assegurar a responsabilidade parlamentar dentro da Otan, apesar das revisões do Conceito Estratégico da Aliança.

 A prossecução dos objetivos imperialistas também toma caminhos diplomáticos reservados, procurando o apoio da ONU para procurar a aparência de legalidade. Os EUA, através da Otan, têm de modo ardiloso obtido apoio para as suas intervenções no próprio coração da Europa, nomeadamente nos Balcãs, bem como apoio imediato das Nações Unidas para atacar e ocupar de há sete anos a esta parte o Afeganistão, e mesmo a legitimação formal para entrar no Iraque supostamente para treinar forças de segurança. Mas foi mais longe, ganhando, enquanto tentava contornar procedimentos formais, a assinatura do Secretário-Geral Ban Ki-mum num acordo confidencial com o secretário-geral da Otan Jaap de Hoop Scheffer, assinado a 23 de Setembro de 2008, por meio do qual ambas as entidades afirmam a sua vontade de cooperar no sentido de permitir à Otan atuar militarmente em nome das Nações Unidas. O documento procura atribuir legitimidade a ações passadas e futuras. A Assembleia-geral e o Conselho de Segurança não tinham qualquer conhecimento do acordo, de duvidosa legalidade.

                                                      O controle da Otan sobre a Europa

 Num continente que já não está submetido ao confronto entre super-potências, novos desafios poderiam ser enfrentados pelos 55 membros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), a organização europeia de segurança coletiva que inclui todos os países da Europa Ocidental, as antigas repúblicas do bloco soviético, os EUA e o Canadá. A OSCE é especializada em controlo e prevenção de conflitos, redução de armamento e reconciliação pós-conflito.

 Ao contrário da Otan, que requer aprovação unânime de todos os seus membros para as suas ações, a OSCE reserva-se o direito de atuar para além das objeções de um membro responsável por violações graves dos princípios conjuntamente acordados. O fundamental da diferença é que a OSCE é uma organização de segurança coletiva com base territorial, não discriminatória e abrangente. Enquanto, pelo contrário, a Otan só admite filiação seletiva e submissa, para decisões unânimes que preservem a eficácia como aliança militar. A sua intervenção nos assuntos de países não membros sem autorização das Nações Unidas ou da OSCE não tem de todo o fundamento legal de uma organização de segurança coletiva.

 O papel recente da Otan na Europa está assinalado pela guerra nos Balcãs, um processo de desmantelamento pela força da República Federal da Jugoslávia. A Otan entrou em campo em 1993 para eventualmente substituir as forças de estabilização das Nações Unidas, desferindo ataques repressivos contra o exército sérvio-bósnio, e as suas tropas instalaram-se no país em Dezembro de 1995 para impor o Acordo de Dayton. Em Junho de 1998 os países da Otan prolongaram o mandato da Força de Estabilização (SFOR) indefinidamente. Em 1999, quando se registraram incidentes separatistas, os acordos de Rambouillet deram cobertura à atuação dos separatistas do Exército de Libertação do Kosovo e abriram caminho para mais uma intervenção da Otan na Jugoslávia, que conduziu ao bombardeamento massivo do Kosovo e de Belgrado.

 No caso do Kosovo, os membros da Otan nem sequer tentaram obter autorização explícita do Conselho de Segurança, receando que o crescente contencioso entre a Otan e a Rússia tornasse qualquer decisão impossível. A aliança procurou e obteve apoio para os seus planos da parte do secretário-geral das Nações Unidas aquando da visita deste à Otan em Janeiro de 1999, para conferir aparência de legalidade, até obter um mandato para o exército de ocupação pela Otan (o KFOR). O KFOR está há quase dez anos instalado na região, com o beneplácito das Nações Unidas. Esse foi o pretexto para os EUA aí instalarem a sua contribuição em espécie – Camp Bondsteel, uma das suas maiores bases militares no estrangeiro.

 A atuação da Otan está envolta em segredo, violando a democracia e os direitos humanos fundamentais.

 Um exemplo de falta de responsabilidade e vergonhoso desprezo pela segurança dos cidadãos é o prolongado atraso na notificação ao governo sérvio do local onde foram lançadas milhares de bombas de fragmentação, durante a campanha aérea no Kosovo em 1999. Infelizmente isto é uma repetição de anteriores atos criminosos, também relacionados com o uso de armas ilegais na antiga República Federal da Jugoslávia.

 A agressão perpetrada nos Balcãs nos anos 1990 destruiu milhares de vidas e muitas infra-estruturas e deixou ameaças ambientais que trouxeram riscos duradouros para a saúde pública na região. A Otan não quis revelar a natureza das armas utilizadas, tornando assim mais graves as consequências tanto para civis como para soldados dos dois lados do conflito. Só depois de pressão persistente e de provas incontornáveis divulgou finalmente que armas foram empregues – munições de urânio empobrecido. O uso de tais armas, com pleno conhecimento das suas consequências devido a 20 anos de testes nos EUA e vários anos de uso na Guerra do Golfo, equivale a um crime premeditado.

 A comunidade internacional acabou por forçar a Otan a reconhecer os fatos e divulgar a informação requerida sobre os locais onde munições de urânio empobrecido e ogivas haviam sido usadas para que estas, ou os seus fragmentos, pudessem ser identificados, recolhidos e eliminados. Devemos lembrar-nos dos muitos inquéritos necessários para forçar a divulgação desta informação:

 Um apelo da Subcomissão para a Prevenção da Discriminação e Proteção das Minorias das Nações Unidas contra a produção e disseminação de todas as armas de destruição massiva e efeito indiscriminado, referindo-se explicitamente às armas com urânio empobrecido (1996);
 Uma resolução da Subcomissão para os Direitos Humanos das Nações Unidas condenando o uso das chamadas armas “convencionais” de destruição massiva, efeito indiscriminado ou que causam danos supérfluos ou sofrimento desnecessário (1997);

 O relatório de avaliação preliminar sobre o uso de urânio empobrecido no Kosovo produzido pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (Outubro de 1999) e
 A investigação levada a cabo pela sua “DU field assessment team” (Grupo de trabalho para a detecção de urânio empobrecido) (Novembro de 2000)”;

 Finalmente, a criação pela Organização Mundial de Saúde, em cooperação com a UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e com a IAEA (Agência Internacional para a Energia Atômica) de uma missão no terreno para o levantamento dos fatos na Bósnia Herzegovina, Sérvia e Montenegro (25 de Janeiro de 2001).

 Então, face às provas acumuladas, o Parlamento Europeu dirigiu um apelo aos países membros da Otan para uma moratória sobre o uso de armas com urânio empobrecido e uma recomendação para uma investigação independente sobre a saúde dos soldados e os efeitos duradouros nos locais alvo e sobre as populações civis, e pela reconstrução dos países da antiga Jugoslávia (17 de Janeiro de 2001); e o Conselho da Europa emitiu um apelo pela proibição das armas com urânio empobrecido, pela cooperação da Otan com as Nações Unidas no acompanhamento da saúde pública das populações nos Balcãs, e pela cooperação internacional na recuperação ambiental e reconstrução das infraestruturas destruídas na região (24 Janeiro de 2001).

 A par do alargamento da missão Otan, avançou a expansão da aliança para a Europa Central e de Leste. Na cimeira de Julho de 1997 em Madrid, por insistência dos EUA, a aliança decidiu convidar três antigos países do Pacto de Varsóvia – República Checa, Hungria, e Polônia – para se juntarem à Otan, e bem assim continuar a alargar as suas fronteiras para leste, até que todos os países dispostos e capazes de assumir as obrigações da filiação fossem arregimentados. Apesar da ausência de um propósito explicitamente articulado, ao fazê-lo, os EUA e os membros europeus estabeleceram a Otan como efetiva super-estrutura de “defesa e segurança” na Europa.

 A expansão a Leste juntamente com os ataques e as operações de ocupação nos Balcãs, sob o rótulo de operações de manutenção da paz, tornaram-se nos sinais de marca da aliança.
 Como parte daquele processo, a República Checa, a Hungria e a Polônia foram trazidas para a Otan em Março de 1999, seguidas pela Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia, e Eslovênia, em 2004. Este foi o maior crescimento da história da Otan. A Romênia e a Bulgária deram-se a grandes esforços desde o fim da Guerra-fria para se juntarem tanto à Otan como à União Europeia e, pelo fim de 2006, ambas tinham já assinado acordos para receber quatro bases militares cada.

 O alargamento da aliança a Leste abrandou desde então. Quatro candidatos deveriam ter recebido um calendário para admissão na Cimeira da Otan de Novembro de 2006, em Riga na Letônia (a primeira a realizar-se em território da antiga União Soviética — uma afirmação e prova do poder da Otan e da submissão das nações continentais). Mas apenas na Cimeira de 2008 em Bucareste, a Albânia e a Croácia foram oficialmente convidadas para iniciar conversações com vista à adesão, enquanto três outros países foram prometidos futuros convites: Macedônia, Geórgia, e Ucrânia. Entretanto, a Sérvia, a Bósnia Herzegovina e Montenegro foram convidadas a aderir ao Programa Partnership for Peace da Otan (uma etapa preliminar para trazer um país para o círculo da Otan).

 Estas iniciativas lideradas pelos EUA parecem contrariar um maior protagonismo dos membros europeus da Otan, o que abriria espaço a Washington para colocar as suas forças militares mais além e reduzir a onerosa presença das suas quase 120 000 tropas na Europa.
 Esta opção carrega um preço político: a expansão para antigos países do Pacto de Varsóvia, a continua ênfase na defesa territorial, e o persistente papel dominante dos EUA na Otan incutem a percepção de uma ofensiva imperialista, complicam as relações dos EUA com a Rússia e contribuem para agravar de forma radical o quadro político na Europa Central e de Leste e na Ásia Central.

                                                          A União Europeia e a Otan

A mudança fundamental introduzida pelo Tratado de Amsterdã (assinado pelos estados membros da União Europeia em Outubro de 1997 e em vigor desde 1 de Maio de 1999) foi a adoção de uma política externa e de segurança europeia comum. Javier Solana, secretário-geral da Otan, foi nomeado secretário-geral do Conselho da União Europeia e Alto-representante da política externa comum em Outubro de 1999; e no mesmo ano foi nomeado secretário-geral da União da Europa Ocidental. A CFSP (Common Foreign and Security Policy — Política Externa e de Segurança Comum da União Europeia), foi concebida para a gradual formulação de uma política de defesa comum que conduziria também a uma estrutura de defesa comum.

 A centralização da capacidade de decisão e a militarização da União estavam em processo de aceleração. Como mais uma expressão da arrogância do núcleo duro da União neste sentido, numa cimeira franco-britânica realizada em Saint-Malo em Dezembro de 1998, o Secretário dos Negócios Estrangeiros declarou: “queremos que a União Europeia adquira capacidade de decisão no domínio da política externa e da segurança e precisamos de conjugar isso com a capacidade de reunir poderio militar onde for necessário, por exemplo, na antiga Jugoslávia”.
 O alargamento da União Europeia para a Europa Leste continuou durante os anos 1990 e princípio dos anos 2000, em paralelo com o alargamento da Otan a Leste. O Tratado de Nice (assinado em Fevereiro de 2001, em vigor a partir de Fevereiro de 2003) confirmou o alargamento da União a 27 membros e redistribuiu e concentrou a capacidade de voto dos estados membros, sob a liderança das cinco maiores economias.

 Para efeitos de controlo político dos mercados e de acesso a recursos naturais, a cooperação entre a União Europeia, os EUA e a Otan intensificou-se entretanto. Do mesmo modo, a doutrina da “guerra preventiva” foi incorporada na política de defesa e de segurança europeia. A União requer dos seus membros um permanente esforço de militarização. Foram criadas “forças de intervenção rápida” para intervenção militar em qualquer parte do mundo, em coordenação com a Otan, sob o pretexto de serem “missões humanitárias”, “guerra ao terror” ou “gestão de crise”.

 Em consonância com a Otan e os EUA, foram estabelecidos mecanismos na União Europeia com o objetivo de controlar movimentos populares e também limitar direitos civis e por conseguinte invalidar conquistas sociais históricas ganhas ao longo do último século. A União Europeia vai-se reconfigurando, cada vez mais adotando traços imperialistas e subordinada a um governo federal.

 Na vigência de profunda crise capitalista global, os EUA e a maioria dos governos europeus ocidentais apoiam o alargamento da Otan. Para além de ter sido instrumento do imperialismo no desmembramento da Jugoslávia, a última economia socialista na Europa ao tempo, a Otan ajudou a promover o alargamento da doutrina neo-liberal na Europa de Leste.
 Mas a experimentação capitalista na Europa do Leste e na antiga União Soviética falhou. A economia da Letônia caiu em derrocada, forçando o seu governo a resignar em Fevereiro; a Ucrânia está à beira da bancarrota; etc. Os trabalhadores perdem empregos e os povos perdem serviços sociais e cuidados de saúde que estavam garantidos no passado, sob governos socialistas. Agora não estão, e os governos capitalistas nestes antigos países socialistas deparam-se com taxas elevadas de desemprego, sem meios institucionais para superarem crises sistêmicas, tornados impotentes num mundo perigoso dominado pelo normativo neoliberal e o expansionismo ocidental.

 O mundo vive uma crise de múltiplas dimensões – financeira, econômica, social, energética e alimentar. A Otan, a militarização da União Europeia e as guerras disputadas no Médio Oriente e na Ásia Meridional agravam o alcance das crises estruturais. A Otan é responsável por quase 70% da despesa militar mundial; à medida que esta continua a aumentar (CIA World Fact Book de 2008), aumenta também a probabilidade de ações agressivas.

 No século XX, a corrida aos armamentos e as guerras mundiais não resolveram interesses político-econômicos contraditórios. Nem retificaram as crises de excesso de capacidade produtiva e de produção num mundo em que o acesso aos recursos e a distribuição da riqueza produzida permaneceu ainda extremamente desigual.

                          A presença militar, a ameaça e o governo dos EUA no mundo

Desde o fim da Guerra-fria, os presidentes norte-americanos juntamente com o Pentágono têm trabalhado para expandir e “reconfigurar” a sua enorme rede militar, fazer face a realidades geopolíticas em mudança e acolher “avanços” tecnológicos. A rede de bases vai evoluindo e sendo transformada num complexo de estações, postos avançados, plataformas de distribuição prontos para invasões e intervenções militares em qualquer parte do mundo.
 Em simultâneo, há um desejo crescente de autonomia política e resistência à presença de forças militares estrangeiras. As forças norte-americanas foram convidadas a sair da Arábia Saudita e, em consequência, durante a preparação da invasão do Iraque em 2003, muitas das funções de antigas bases na Arábia Saudita foram deslocadas para o Qatar e o Kuwait. Com a ocupação do Iraque, 110 bases foram estabelecidas no país. Para limitar a sua vulnerabilidade política e militar, o Pentágono tem vindo a consolidá-las em 14 bases massivas da Força Aérea, do Exército e da Marinha.

 Deste modo, um dos principais objetivos militares de Bush-Cheney foi assegurado, nomeadamente, fazer com que algumas bases militares permanentes acolham dezenas de milhar de tropas norte-americanas. O Iraque tornou-se um porta-aviões inatingível no coração do Médio Oriente, perto da bacia do Cáspio. Isto é apenas parte de uma infra-estrutura norte-americana sempre em crescimento que conta cerca de 1000 bases e instalações militares por todo o mundo. Como observou o General Robert Pollman em 2004: “fez muito sentido trocar” as bases norte-americanas na Arábia Saudita por outras novas, para ocupar o Iraque, rico em petróleo, ameaçar o Irão, e providenciar uma plataforma para ataques ao longo do Golfo Pérsico e até à Ásia Meridional.

 Em meados dos anos sessenta, num ato datado de puro colonialismo europeu, todos os 2000 habitantes de Diego Garcia foram retirados à força, pelas autoridades britânicas, da sua terra natal no sul do Oceano Índico para abrir caminho a enormes bases aéreas e navais. As pistas de Diego Garcia, com três quilômetros de comprimento, têm sido desde então usadas para lançar ataques de aviões B-1 e B-52 contra o Iraque e o Afeganistão. Os hangares dos bombardeiros stealth foram renovados para possibilitar ataques contra o Irão; e a base naval está a ser reequipada para servir submarinos que poderão ser usados tanto para ataques com mísseis como para rápida colocação de forças especiais nas costas do Irão e outros estados do Golfo Pérsico.

 A África tem a sua quota-parte de bases, uma vez que a França e a Grã-Bretanha mantêm bases militares dos seus velhos tempos coloniais. Os EUA têm bases no Djibouti e na Argélia, acordos de acesso negociados com Marrocos e o Egipto, e estão a criar uma rede de bases na África subsariana (Camarões, Guiné, Mali, São Tomé, Senegal e Uganda), tendo de debaixo de olho as riquezas minerais do Golfo da Guiné e da bacia do Zaire. Para aumentar ainda mais a presença militar dos EUA em África, o Pentágono criou a AFRICOM, para que todas as actividades militares, diplomáticas e econômicas estejam sob a alçada de um único comando do Pentágono.

 No teatro do Pacífico, Okinawa manteve-se como principal bastião militar norte-americano – mesmo depois de ter revertido ao Japão em 1972. Sessenta anos depois da II Guerra Mundial, quase 45 000 tropas, civis e famílias permanecem lá. Também Guam continua a ser útil como um “território incorporado”. Ao longo da Guerra-fria, bases aéreas e navais ocuparam as melhores terras aráveis da ilha, tomaram conta das fontes de água e zonas piscatórias. A pequena população chamorro mal consegue sobreviver.

 Depois da sublevação não violenta verificada em Okinawa em 1995 que o Pentágono se prepara para retirar de Okinawa e do Japão. Em consequência, Guam está a ser convertida numa grande “plataforma” de distribuição. Grande o suficiente para acomodar aviões B-52 e bombardeiros stealth, a base aérea está a ser alargada para servir como “a mais importante base aérea na região do Pacífico neste século”. Entretanto, mais submarinos atracam no seu porto, e a Marinha está a considerar acolher lá um porta-aviões e também uma força ofensiva.
 Entre os oceanos Índico e Pacífico, à guisa de “Acordo de Força Visitante”, tropas norte-americanas regressaram às Filipinas, distribuídas por bases militares inconstitucionais, alegadamente “temporárias”.

 A Guerra-fria nunca terminou de fato na Europa. Cerca de 380 armas nucleares norte-americanas em sete países europeus e a maioria das 100.000 tropas distribuídas pela Europa Ocidental permanecem. O Pentágono promove a campanha pela instalação de mais “defesas anti-míssil” na República Checa e na Polônia e pelo alargamento da base aérea de Aviano em Itália. De assinalar também que a França e o Reino Unido tenham expressado a sua vontade em investir numa força militar europeia – refletindo a política de defesa oficial da União Europeia.

 O sistema de defesa antimíssil não é senão o começo de um plano mais vasto: um radar de rastreio de mísseis a instalar na República Checa e dez interceptores de mísseis a instalar na Polônia. Porquê? Para alegadamente defender a Europa de mísseis iranianos. A Rússia argumenta que o sistema, uma vez instalado, será alargado até que os mísseis de Moscovo sejam neutralizados, deixando a Rússia vulnerável a primeiros ataques. Em resposta, a Rússia ameaçou tomar essas bases como alvos de armas nucleares.

 Os EUA ultrapassaram os líderes da União Europeia e evitaram o processo de tomada de decisão dos países europeus da Otan. Sondagens de opinião indicam que a maior parte dos checos se opõem à instalação de defesa anti-míssil e são favoráveis a um referendo com vista ao seu bloqueio. A oposição ao armamento “anti-míssil” está a aumentar na praça pública e nos parlamentos por toda a Europa Central. Os objetivos e meios desta perigosa via para a confrontação em solo europeu mobilizam centenas de milhar de europeus para ações de massa incluindo os sindicatos e os movimentos pacifistas.

 A América do Sul e Latina progrediram na construção do seu futuro. No último quarto de século a maior parte das ditaduras foram abolidas, as imposições do Banco Mundial e do FMI foram postas em cheque, acordos de cooperação multilateral foram ensaiados, e a maioria dos países afirmaram os seus desígnios nacionais. Mas ainda persistem questões delicadas.
 Em Manta, na costa do Equador, encontra-se uma das maiores bases militares dos EUA. Esta base desempenha um papel logístico fundamental para os meios aéreos que intervêm no conflito colombiano. Os pilotos das Forças Aéreas Colombiana e Equatoriana têm voado lado a lado em missões conjuntas. O Acordo da Base Aérea de Manta faculta a infra-estrutura à Força Aérea Norte Americana para operações de combate ao narcotráfico como parte do “Plano Colômbia” financiado pelos EUA, plano cujo objetivo é tanto o combate ao narcotráfico como sobretudo às FARC. O contrato de aluguer estipula que “representantes de terceiros atuarão como controladores de voos designados pelo governo dos EUA para facilitar as operações de combate ao narcotráfico.”

 O “Plano Colômbia” é controverso. Por um lado, procede à pulverização aérea de plantações de coca. Por outro, o presente controlo de informação por parte de três governos automaticamente confere ao conflito interno colombiano uma dimensão transnacional. Finalmente, esta presença militar dos EUA é apenas o estribo duma intervenção maior no continente.
 Um esquadrão do Sistema Aéreo de Alerta e Controle está situado ao largo de Manta. Os EUA têm 27 destes aviões (AWACS), cada um no valor de um bilhão de dólares, dos quais três se encontram nesta base norte-americana no Equador, facilitando o controlo de todas as telecomunicações por rádio e radar num raio de 300 quilômetros. A base de Manta compromete a segurança do Equador e o aluguer nunca foi aprovado em sessão parlamentar plenária, como requerido pela constituição. Deste modo, é visto tanto como uma ameaça à estabilidade da região, como inconstitucional. A renovação do aluguer em Novembro de 2009 não é de modo nenhum certa.

 Depois das guerras dos últimos 15 anos no Iraque (1991), na Somália (1992), na Jugoslávia (1995 e 1999), no Afeganistão (2001) e no Iraque (2003), bem como as guerras por delegação contra a República Democrática do Congo (1998), o Líbano, da Geórgia contra a Rússia (2008), e em Gaza, perguntamo-nos o que se seguirá.

 O cenário parece estar preparado para mais agressões e potenciais conflitos regionais. Estes desenvolvimentos militares geoestratégicos combinados com a crise financeira global sugerem um cenário no qual surgirão confrontações entre blocos político-econômicos, um desenvolvimento que povos e governos não deverão tolerar.

                      Confronto de superpotências versus desarmamento nuclear
     
Durante a Guerra-fria, os EUA e a antiga União Soviética detinham-se perante a ameaça da destruição mútua. Contrariando o que parecia uma probabilidade, nem uma dos muitos milhares de ogivas nucleares existentes foi detonada em combate ou ataque de mísseis. Mas confiar na prudência perante o perigo das armas nucleares pode não ser exequível num mundo no qual uma ameaça nuclear se pode multiplicar mais além e mais rapidamente.
 Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas assinaram o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (1968) e os EUA e a Rússia juntos possuem mais de 90% das ogivas nucleares do mundo. Será irrealista esperar que:

 Estes dois países em particular retomem as negociações relativas ao Tratado de Redução de Armas Estratégicas (1991) que expirará em Dezembro de 2009?
 Ou que os EUA ratifiquem o Tratado de Interdição Completa de Ensaios Nucleares?
 Dos 44 membros do “Grupo de Fornecedores Nucleares”, nove, incluindo os EUA e a China, não ratificaram este tratado e, como tal, este ainda não entrou em vigor. Qualquer esforço para erradicar a ameaça nuclear requer a cooperação tanto dos estados com armas nucleares como daqueles que não as têm. Muitos dos países sem armas nucleares deixaram claro que estão dispostos a cooperar apenas se o mundo se afastar do sistema atual de dois pesos e duas medidas. Quer dizer, um pequeno número de países com armas nucleares detêm o controlo através do direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre muitos países sem armas nucleares.

 Entre estes dois pólos está uma visão utópica de um mundo livre de armas nucleares, contrariando a propaganda promovida pela Otan como guardiã omnipresente cujo raio de ação tende a alargar-se cada dia. Esta propaganda foi delineada com lucidez no relatório “Towards a Grand Strategy for an Uncertain World — Renewing Transatlantic Partnership” publicado em 2007 pela Fundação Noaber (Holanda). Da autoria de cinco antigos oficiais, reclama um novo pacto juntando os EUA, a Otan e a União Europeia numa “grande estratégia”. Esta grande estratégia poderia enfrentar com sucesso os desafios de um mundo descrito como cada vez mais perigoso, ameaçado por:
 • Fanatismo Político;
 • Fundamentalismo religioso;
 • Terrorismo internacional;
 • Crime organizado;
 • Proliferação de armas de destruição massiva;
 • Instabilidade potencial e migração maciça provocada pelas alterações climáticas;
 • Insegurança energética;
 • Enfraquecimento do Estado-nação.
 Desigualdade social, instrução, desemprego, pobreza, fome e doença, escassez de recursos naturais, agressões estrangeiras, saque e destruição não são mencionados. Estes generais adoptam uma visão maniqueísta do mundo, do tipo “nós contra eles”, em que uma opção nuclear que permita aniquilar o inimigo de um só golpe é indispensável simplesmente porque “não há nenhuma possibilidade realista de um mundo sem armas nucleares”.
 Num tom diferente, os ministros alemão e norueguês, Frank-Walter Steinmeier e Jonas Gahr Store, num conselho de ministros dos negócios estrangeiros em Bruxelas, em 2007, propuseram que os países da Otan apoiassem o desarmamento, o controlo do armamento e o fim da proliferação nuclear. A iniciativa germano-norueguesa teve uma referência menor na declaração final alcançada em Bucareste em Abril de 2008.
 Dada a enorme superioridade da Otan em armamento convencional e que três dos cinco países reconhecidos como possuidores de armas nucleares são também signatários do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, dir-se-ia que a aliança está numa posição única para trabalhar em favor da mudança. Mas a eliminação de armas nucleares não faz parte da sua agenda. Apesar das mudanças que ocorrem no seio da própria Otan e no resto do mundo, para a Otan os fins justificam os meios. É a própria natureza da Otan que é um obstáculo à segurança e à paz.

                                                 Instabilidade na frente Leste

A região desde o Mar Báltico até o Mar da Arábia, a Europa do Leste e Sudeste, o Próximo e o Médio Oriente, é constituída por várias nações econômicas e políticas sobre as quais a Otan voltou a sua atenção. Depois de sete longos anos no Afeganistão, os EUA propuseram uma conferência internacional a 31 de Março visando mobilizar os seus aliados em busca de uma estratégia para o tempo presente. Este apelo à unidade recebeu fraca resposta.

 Com as suas linhas de abastecimento ameaçadas, a Otan procurou reatar os seus antigos laços de negociação com a Rússia, insensatamente suspensos depois da guerra na Geórgia em 2008. Através do Conselho Otan-Rússia, a Otan espera ganhar o apoio da Rússia para pontes aéreas e rotas para ações de ataque aéreo no Afeganistão (e mais além?). É improvável que o consiga. Também antecipa a aquiescência russa no encaminhamento de abastecimentos via estados da Ásia Central e a manutenção do uso de bases da antiga União Soviética. Como já observamos, tais planos não são sempre bem vindos nos países anfitriões — o Quirguistão fechou recentemente aos Estados Unidos a sua base aérea em Bisqueque.

 O secretário-geral da Otan Jaap de Hoop Scheffer anunciou a disponibilidade dos ministros em retomar conversações numa Cimeira Otan-Rússia na oportunidade mais próxima. “A Rússia é uma potência global. Não dialogar com ela não é uma opção”, disse. Contudo, mantêm-se grandes diferenças com Moscou. A Rússia foi instada a cumprir os seus compromissos para com a Geórgia e a Otan anunciou que uma escalada militar russa em regiões fronteiriças viola a integridade territorial desse país e contraria o acordo de cessar-fogo mediado pela França. Mas, no entanto, a Secretária de Estado Hilary Clinton, embora pressionando pelo reatamento das conversações com a Rússia, afirmou que a porta para a adesão à aliança das ex-repúblicas soviéticas Geórgia e Ucrânia se mantém aberta — o que está em óbvia contradição com a visão da Rússia, e conta com a sua forte oposição.

 Os líderes da União Europeia propõem esta semana um fundo de emergência de 25 mil milhões de dólares para salvar as economias do Leste europeu, severamente atingidas. O fundo será colocado à disposição de países do bloco dos 27 que não integram a zona Euro. A Hungria e a Letônia já receberam 6,5 e 3,1 mil milhões de dólares, respectivamente, deste fundo da União Europeia, parte dum pacote mais vasto apoiado pelo FMI; a Romênia já está em linha para beneficiar desse mesmo fundo.

 O fundo será angariado por meio de obrigações emitidas pela Comissão Europeia e, com a maior parte dos países da Europa de Leste entrando em recessão econômica, esse fundo já foi duplicado. As agendas financeiras da União Europeia e das instituições financeiras internacionais parecem seguir caminhos paralelos. Fundos adicionais deverão via a atenuar as preocupações dos bancos da Europa Central relativamente à estabilidade financeira na Europa de Leste, onde grandes desvalorizações de moedas nacionais aumentaram o risco de incumprimento de empréstimos em moeda estrangeira por parte de vários países.

 A Ucrânia tornou-se num país fundamental no trânsito de hidrocarbonetos por através dela a maior parte do petróleo russo e as importações de gás natural chegam à Europa. A União Europeia mostrou grande preocupação durante a interrupção do abastecimento em 2006 e novamente em Janeiro de 2009 por causa de disputas sobre preços e pagamentos entre a Ucrânia com a Rússia. A dependência europeia face ao gás russo é de interesse estratégico para os EUA, já que influencia as decisões políticas de países europeus, como por exemplo as reservas da Alemanha em apoiar a expansão da Otan para Leste.

 A Ucrânia, que já for a apresentada como exemplo de democracia emergente com uma economia de mercado livre próspera, está a vacilar. O seu dilema, semelhante ao de outras antigas repúblicas soviéticas, constitui também uma ameaça para outras economias europeias. Em Fevereiro, o FMI recusou entregar a sequente prestação de um empréstimo para a recuperação da Ucrânia com pretexto no fato de o seu governo não ter cumprido um acordo anterior para reduzir o orçamento. O FMI prevê agora uma queda de 6% na economia da Ucrânia no corrente ano.

 Protestos violentos, como os que já irromperam noutras partes da Europa de Leste, parecem iminentes. Num país pequeno como a Letônia, a crise social e econômica é já suficientemente grave; mas o colapso e a sublevação na Ucrânia poderiam minar a pouca confiança que resta na Europa de Leste. Em Kiev, as pessoas falam de raiva crescente por causa da crise e de ressentimento para com um governo que sentem mais próximo dos interesses econômicos e militares do Ocidente do que das suas vidas e reais preocupações.

                                 Rumo ao recrutamento de um exército global

 Os EUA, em aliança próxima com o núcleo duro federalista da União Europeia, defendem a continuação da Guerra-fria, sob a égide de “Guerra ao Terror” e de “Guerras Humanitárias” para alargar ou salvar a sua influência sobre o mundo.

 A Otan coletivamente representa dois terços, e os EUA sozinhos representam metade, da despesa militar mundial. Mas a aliança encontra-se em sobre carga em resultado do profundo envolvimento no Iraque e no Afeganistão, para além da enorme rede de bases militares e crescente comprometimento em missões e conflitos espalhados pelo mundo fora. Países apontados como partilhando valores e interesses com a Otan incluem o Japão, a Índia, a Coreia do Sul, a Austrália, a Nova Zelândia a África do Sul e o Brasil. O argumento de que a Otan deve estar aberta a estes e a qualquer estado que reúna condições para se tornar membro, e não se restringir a países da Europa e da América do Norte, tem em vista alargar a base de recrutamento para futuros exércitos, um argumento que tem recebido cuidadosa atenção por parte dos dirigentes da Otan. Mas o apelo para uma “Otan global” evoca interesses contraditórios, bem como um consenso Europa-EUA é problemático no que respeita a futuras prioridades globais e a respectivos posicionamentos no palco geoestratégico mundial. Para não referir o que tal significa para a segurança nacional vista de Moscovo e de Pequim por outros grandes protagonistas mundiais.

 A extensa e larga faixa geográfica que corre do Mar Báltico, passando pela Europa de Leste e Sudeste, os Balcãs e o Mar Negro, o Cáucaso e a bacia do Cáspio – até ao Médio Oriente, o Golfo Pérsico e o Mar Pérsico-Arábico, compreende um grande número de nações muito diversas, mas todas sob apertada vigilância e várias delas sob controlo militar direto, ou até sob feroz agressão militar pelo imperialismo. Instabilidade política, sacrifícios sócio-econômicos e ameaças militares são preço e sacrifício que essas nações têm de suportar, em troca da sobrevivência e preservação de suas riquezas — sua identidade sócio-cultural, seus recursos naturais e seu patrimônios histórico e natural. Essa é uma colossal “cortina de ferro” que tem a Otan como guardiã. Mas a sua ambição dá a volta ao mundo.

 Bibliografia seleccionada:
 Artigo de revisão: “The Worldwide Network of US Military Bases, The Global Deployment of US Military Personnel,” Jules Dufour, Global Research, 1 de Julho, 2007.
 Department of Defence, Base Structure Report Fiscal Year 2008 Baseline, 2008.
 “Otan Bases From the Balkans To the Chinese Border, The Role of Robert F. Simmons,” Jr., Rick Rozoff, Global Research, 7 de Março, 2009.
 “War and Peace in the Balkans,” Rui Namorado Rosa, Stop Otan, 1 Março, 2001.
 “War and Peace in the Balkans,” Rui Namorado Rosa, Sanders Research Associates, 4 de Março, 2008.
 House of Commons, Select Committee on Foreign Affairs Fourth Report, Regional Issues, Depleted Uranium, entries n.º 172-177. 27 de Março, 2001.
 United Nations Environment Programme (UNEP), Depleted Uranium in Bosnia and Herzegovina Post-Conflict Environmental Assessment, 10 de Março, 2003.
 “Otan”, Wikipedia, the free encyclopaedia, 16 de Março de 2009.
 “Nuclear Non-proliferation Treaty”, Wikipedia the free encyclopedia, 3 de Março, 2009.
 Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty, Wikipedia the free encyclopedia, 12 de Março, 2009.
 “The nuclear threat: a new start,” Sidney Drell, Physics World, 2 de Fevereiro, 2009.
 “Otan at a Crossroads,” Ian Davis, Foreign Policy In Focus, 21 de Março, 2008.
 “Otan at 50,” Tomás Valásek (Center for Defense Information), Foreign Policy in Focus, Vol. 4, Nº 11, Março 1999.
 “A New Helsinki Accord,” Anton Caragea, Foreign Policy in Focus, 2 Setembro, 2008.
 “Resisting the Empire,” Joseph Gerson, Foreign Policy in Focus: Policy Report, 20 de Março, 2008.
 “US Military Bases in Romania and Bulgaria and their possible Implications on Regional Security,” Saffet Akkaya, ccun.org, 25 Janeiro, 2009.
 “Russia-Ukraine gas confrontation raises major questions, experts say,” Nick Snow, Oil & Gas Journal Washington Pulse, 2 de Março, 2009.
 “Ukraine Teeters as Citizens Blame Banks and Government,” Clifford J. Levy, The New York Times, 1 de Março, 2009.
 “International Monetary Fund, Times Topics,” The New York Times, 2008.
 “Otan renews formal ties with Russia,” Ingrid Melander e David Brunnstrom, Reuters, 5 Março, 2009.
 “EU may top up eastern Europe crisis fund – draft,” Ilona Wissenbach, Reuters, 14 Março, 2009.
 “Ecuador: The Manta Base — A Key Component of Plan Colombia?” Kintto Lucas, IPS News, 24 Agosto, 2006.
 - NO to Otan! Metropolis — Magazine Online, 22 de Fevereiro, 2009
 “14 “Enduring Bases” Set in Iraq,” Christine Spolar, Chicago Tribune, 23 Março, 2004.
 “Otan expansion hits a wall during capitalist crisis,” Heather Cottin, Workers World, 28 Fevereiro, 2009.
 Towards a Grand Strategy for an Uncertain World: Renewing Transatlantic Partnership, Noaber Foundation, 10 Janeiro, 2008.
 “Greater Middle East: the US plan,” Gilbert Achcar, Le Monde diplomatique, Setembro 2004.
 Declaração da Cimeira de Bucareste, emitida pelos Chefes de Estado e de Governo participantes na reunião do Conselho do Atlântico Norte em Bucareste a 3 de Abril, 2004.

 *Presidente do Conselho Português pela Paz e a Cooperação
 Fonte:
www.cebrapaz.org.br

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Exército do Governo Mundial começa a mostrar a cara: Otan assume comando das operações militares na Líbia


A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) controla o comando de todas as ações militares internacionais na Líbia a partir desta quinta-feira. De acordo com o órgão, a transição da coalização foi feita pela França, Reino Unido e Estados Unidos à Aliança Atlântica.
Os detalhes ainda vão ser divulgados nesta manhã. O presidente do Comitê Militar da Otan, o almirante italiano Giampaolo Di Paola, e o general canadense Charles Bouchard, no comando das ações na base situada na cidade italiana de Nápoles, vão dar uma entrevista coletiva marcada para às 8h30 no horário de Brasília.
Rebeldes (mercenários pagos pelos interesses da Besta, vide sua bandeira c/ estrela invertida) que  pedem a saída do ditador "Muammar Gadafi" lutam com forças favoráveis ao governo dele há dias no país.
Comentário:
Sempre quando se fala em guerra os Estados Unidos sentem um comichão, uma vontade absurda de entrar no meio, claro com interesses financeiros e de "colonização". Porém, de uma hora pra outra passam às tropas da OTAN o comando das operações na Líbia? Seria esse um repasse de poder já ao futuro Exército do Governo Mundial?
Rafael Castelli Muniz
Fonte: SRZD
http://www.guerreirodoapocalipse.com/2011/03/exercito-do-governo-mundial-comeca.html

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Crime contra a humanidade: OTAN destrói suprimento de água líbio

Publicada em 08 de Agosto de 2011 às 05h42 Versão para impressão
Chico Villela

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http://www.portalintegracao.com/noticias/crime-contra-a-humanidade-otan-destroi-suprimento-de-agua-libio-8308.html

Numa demonstração de covardia, impunidade e sanha criminosa, a OTAN acaba de destruir o sistema e as instalações de abastecimento de água e a indústria de equipamentos do maior sistema de irrigação do mundo (veja vídeo ), criado pelo governo Gaddafi.


A destruição, que nega as falsas postulações de uma ONU emasculada e fútil de “proteção da população civil”, compromete o futuro do país e de mais de 70% da população líbia, que recebe água desse sistema.

Os atentados na Noruega atingiram um governo que apóia causas nobres mundo afora, prometeu reconhecer o Estado Palestino e vem retirando de sua planilha de investimentos as empresas israelenses responsáveis por construir colônias em ocupações em território palestino. Foi obra de ativistas de extrema-direita, que odeiam islâmicos e fazem reverências a Israel.

Mas a Noruega também está presente com tropas no Afeganistão, entre outros Estados membros da OTAN. Essa dubiedade vem acompanhando todas as manifestações armadas de uma Europa mergulhada em crises e que nem sequer dá conta mais de seus próprios terroristas.

O crime cometido agora pela OTAN na Líbia certamente será responsável por centenas de milhares de mortes. A carência de água é hoje a principal causa de mortes, por exemplo, de crianças em todo o planeta, seja pela sua simples falta, seja pelo uso que se passa a fazer de fontes de água contaminadas e impróprias para uso humano e das doenças que acarretam.

Os fatos abrem novas janelas sobre a atual Europa. Devastada por duas guerras gigantescas provocadas por seus próprios povos no século passado, a Europa, hoje alinhada a um império exponencialmente assassino e em acelerada decadência, mostrou-se incapaz de encontrar caminhos novos após sua trajetória colonial genocida, suas práticas militaristas assassinas e suas instituições corrompidas.

Os atentados em Oslo e na ilha vizinha em nada se diferenciam da última cartada genocida e repelente da OTAN, da qual a Bélgica, anote-se mais uma vez, faz parte. Criminosos loiros de olhos azuis estão nos dois lados dos crimes. O norueguês assassino de seu povo acha-se entre grades, será processado e condenado. Os criminosos loiros de olhos verdes que chefiam a OTAN ainda estão soltos, mas apenas matam povos não europeus. Ora, esses são “matáveis” sem dores de consciência e sem imprensas. Mas seus crimes são muito, muito, muito mais hediondos que os dos amadores solitários que matam menos de 100 pessoas. No Iraque já morreram mais de 1 milhão 400 mil pessoas.

Quem são os terroristas do século XXI?

domingo, 21 de agosto de 2011

TV líbia anuncia retomada de Misrata

A notícia da libertação de Misrata das mãos dos bandos de mercenários foi intensamente festejada. Cidadãos saíram às ruas em Trípoli, com bandeiras verdes sobre os ombros e entoando vivas à Líbia e ao líder Muammar Kadafi, como mostrou ao vivo a TV Líbia

A TV estatal líbia anunciou a retomada da estratégica cidade portuária de Misrata das mãos dos mercenários.

Segundo a TV somente alguns “pequenos bolsões permaneceram nas mãos dos traidores”.

A vitória, apesar dos bombardeios pela Otan, foi intensamente comemorada nas ruas da capital líbia.

O filme pode ser visto na internet: http://www.youtube.com/watch?v=iTAUV7m5S2k

Em um sinal de que o “avanço dos insurgentes rumo a Trípoli” é falacioso, o portavoz da Otan afirmou que “a situação no terreno é muito dinâmica”, ou seja, os mercenários não conseguem tomar espaços em definitivo.

A BBC também mostrou vídeo com tiroteios se desenrolando em outra cidade, Zawyia, onde se supunha que os mercenários haviam expulso as forças governamentais. O âncora da BBC confessou que vira “a bandeira verde [dos patriotas líbios] tremulando sobre a refinaria da cidade”.

Entre os eventos da comemoração uma carreata com milhares de carros com seus ocupantes carregando bandeiras verdes tomou conta do centro de Trípoli. Um repórter da TV Líbia cedia o microfone às pessoas na rua e todos expressavam seu entusiástico apoio a Kadafi.

Um deles afirmou: “espero que esta escória subhumana que apoia as ações satânicas da Otan sejam amaldiçoados em vida e na morte, que estes traidores sejam enviados para baixo, para o inferno”.

Segundo a jornalista norte-americana Susan Lin-dauer (Springfield News) em artigo conjunto com Jeanne Moriarty, do Morning Star, afirmam que as cidades Zawyia, Garian, Sorman e Sabratha, ditas em poder dos mercenários “estão sob controle do governo”.

Nos embates, as forças nacionais libertaram 1.250 militares que os mercenários haviam detido. Também que há um contingente de jovens que através de computadores e aparelhagem eletrônica consegue monitorar as comunicações e posições dos mercenários.

As jornalistas informam que um dos principais militares dos bandidos, Khalifa Hefter, que atuou – segundo a TV – durante 20 anos como agente da CIA e foi transportado ao país para comandar os mercenários foi capturado.

NATHANIEL BRAIA

Povo nas ruas em apoio a Khadhafi e expulsão dos traidores a serviço 
da satanica OTAN 


Enquanto isso a mídia oficial continua propagando a mentira e apoiando ações demoniacas e insanas da famigerada OTAN

“Parem de bombardear a Líbia”,
exigem manifestantes no Harlem

Milhares de pessoas reuniram-se no bairro do Harlem para exigir o fim do bombardeio da Líbia pelos Estados Unidos e Otan, no sábado dia 13 de agosto. 

A manifestação, que reuniu dezenas de milhares de novaiorquinos, teve o apoio da Coalizão Answer que reúne centenas de organizações norte-americanas, incluindo a IACenter, dirigida pelo ex-ministro da Justiça, Ramsey Clark, presente ao ato. Além dele compareceram, entre outros, o líder do movimento negro e pelos direitos civis Louis Farrakhan, o vereador da cidade de Nova Iorque, Charles Barron e a poeta árabe-americana, Amiri Baraka.

A Coalizão ANSWER destacou em seus cartazes os dizeres “Empregos sim, Guerra não!”.

Grupos de manifestantes vindos de outros bairros de Nova Iorque e além de cidades como Washington, Filadélfia, New Haven e outras se fizeram presentes.

A faixa que abria a manifestação destacava: “Parem de Bombardear a Líbia!”

querendo saber mais:
http://terceirateoria.blogspot.com/2011/07/rebeldes-libios-reconhecem-derrota-e.html

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Governo das trevas chegando ao fim

“Portanto, eu não lhes escondo que o mês de agosto, de setembro e de outubro que vocês viverão, são os meses os mais importantes da revolução da consciência humana”.

OMRAAM, em mensagem de 04/08/2011. http://leiturasdaluz.blogspot.com/2011/08/om-aivanhov-4-de-agosto-d...





SaLuSa, Agosto, 2011





UM - A porta para a mudança está se abrindo cada vez mais e, como já começam a compreender, não pode haver um retorno aos dias de antigamente.



Está ficando mais visível que nunca, que uma civilização à véspera da Ascensão deve mover-se para um novo nível de vibração. A Luz os convida a se elevarem e a deixarem para trás tudo o que não serve ao propósito maior de vocês.



É óbvio que as velhas maneiras falharam, mas não devido a vocês, como indivíduos, porque o poder não estava em suas mãos. Falharam porque não podiam sustentar o sistema monetário estabelecido, que colocou muita riqueza nas mãos de poucas pessoas.



Há movimentações acontecendo que, em breve, irão permitir que sejam dados passos necessários que irão corrigir a situação, e que irão implantar um sistema financeiro completamente novo. Um sistema que seja imparcial e justo e que proteja o seu dinheiro contra leis e impostos injustos. Está tudo preparado para ‘seguir em frente’ e isso não irá demorar muito mais.



DOIS - De fato, podem estar certos que nos próximos 3 meses que se seguirão - (agosto,setembro,outubro) - vocês irão ver/passar por uma época muito interessante. O caos continua (ndr: vejam os movimentos sociais violentos na Europa) e, por causa disso, as pessoas estarão procurando por respostas e pedindo ação da parte dos seus governos que, por sua vez, parecem incapazes de dar respostas.



A razão é porque se agarram a velhos métodos para remendar um sistema que está desintegrado e sem possibilidade de reparos. Não têm a mínima idéia como lidar com ele e chegou ao ponto de aparecerem novos governos. Também este assunto está em consideração, e se bem que até agora, vocês não tenham visto nenhuma ação, ela não está muito longe de acontecer. Durante alguns anos estruturamos os nossos planos, que irão se concretizar tão rapidamente que ficarão espantados de ver como as coisas irão entrar em seus devidos lugares.



Vocês são almas muito especiais que cumpriram o seu tempo na dualidade, e são merecedores de um salto quântico para frente que irá erguê-los para as vibrações mais altas. Com o 11.11.11 quase chegando, irão compreender que é uma ocasião em que deverão experimentar uma rápida elevação.



TRÊS - Ao analisar os seus níveis de consciência podem verificar que este ano vocês enfrentaram uma subida dramática, refletida sobretudo na sua capacidade de lidar mais facilmente com as vibrações mais baixas. Agora já são mais capazes de manter o seu foco na Luz e, como conseqüência, não são mais tão afetados por elas. De fato, estão espalhando a Luz de modo consciente, e isso está ajudando outras almas. Estar, simplesmente, na presença de algumas pessoas é suficiente para causar uma impressão nelas.



Também muitas crianças Índigo já têm idade suficiente para demonstrar os seus talentos, e um elevado nível de sabedoria para partilhar (ndr: veja o excelente vídeo de Matias de Stéfano, um jovem índigo, com legendas em português : http://www.youtube.com/watch?v=HS0vT9ncxxs ).



Essas almas avançadas raramente falam das suas capacidades, e simplesmente prosseguem o seu trabalho sem quase ser notadas. Muitas estão entre os que têm uma grande parcela a representar no futuro imediato. E as suas qualidades de liderança são muito bem vindas.



QUATRO - Nós, da Federação Galáctica, temos visivelmente uma grande parte a desempenhar no futuro imediato, e agora parece haver uma aceitação geral da nossa existência. Isso é essencial para o êxito, e nós temos a responsabilidade de assegurar que todos os que desejam tomar parte na Ascensão estejam prontos a tempo. Há pouco risco que isto aconteça de outra maneira e, de fato, fazemos parte de uma Confederação maior que, se for necessário, estará disponível.



Aqueles de vocês que pertencem às trevas podem acalentar pensamentos para impedir o nosso progresso, mas, falando francamente, essas pessoas não têm idéia de quem confrontam. Podem ser afastados das suas trajetórias devido à nossa tecnologia superior.



Escrito por Colaborador(a) do Blog às 18h13
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CINCO - Reunimo-nos regularmente em conclaves para discutir a sua posição e, se e quando for necessário, o nosso plano é ajustado. Pode ter demorado muito tempo a chegar a este ponto, mas há uma satisfação geral com os planos para movê-los. Há muita coisa a acontecer, e os das trevas estão ficando cansados da sua falta de sucesso. Se bem que outrora tenham se sentido ‘invencíveis’, eles foram, de muitas maneiras, os arquitetos da sua própria queda.



As conspirações óbvias contra vocês, tais como o 9/11, mostraram a sua arrogância e desrespeito pela vida humana. Isso demonstrou que ‘eles’ pensavam que as suas mentiras e tentativas de encobrir a verdade sobre as suas ações iriam ser engolidas pelos profissionais que podiam ver através delas. Existe apenas uma disposição legal a ser tomada contra os Illuminati para afastá-los das suas posições de poder. Ela irá chegar e os nossos aliados seguirão em frente em suas ações.



SEIS - Demos início ao nosso plano de ter ainda mais pessoas informadas de nossas presenças em seus céus. Isso significa mais formações de vôos a baixa altitude, e uma concentração em áreas em que não somos vistos tão freqüentemente. Agora há ocasiões em que quase não nos vêem, e isso demonstra como já estão familiarizados com as nossas naves.



Tornamo-nos muito mais aceitos como visitantes amigos da sua Terra e o medo agora é muito menos freqüente que antes, devido às campanhas para nos pintar como ‘seres estranhos e malévolos’. Isso foi um feito de grande alcance e confiamos em todos os que trabalharam para erradicar isso. É muito importante que as pessoas tenham em mente que quando ouvem falar dos Greys, saibam que eles não são membros da Federação Galáctica. Eles estão na Terra a convite dos Estados Unidos, que trabalharam com eles durante muitos anos, a troco de tecnologias.



SETE - Quando chegarmos à Terra, também será por convite. Já falamos com o seu Presidente (americano), e a necessidade de seguir em frente com o plano da Ascensão foi bem compreendida e aceita. Seremos claros sobre as nossas intenções, e todos irão saber exatamente o que estamos fazendo no que diz respeito a vocês.



De fato, iremos falar à nação, para que saibam por que estamos aqui, e para que isso seja plenamente compreendido, iremos ter a cobertura da comunicação social e haverá liberdade de jornalismo para relatar com verdade e sem censura. Até o presente momento os seus meios de comunicação de massa estão nas mãos dos Illuminati, que ainda controlam a maioria dos canais de comunicação. Vocês foram ludibriados, enganados e ‘levados na onda’ durante muitos e muitos anos, mas irão ter um governo aberto e uma comunicação aberta para restaurar a sua confiança na liberdade de expressão.



OITO - Eu sou SaLuSa, de Sírius, e encantado com estas oportunidades de acordá-los para a verdade. Ainda só arranhamos a superfície, e a sua verdadeira História irá certamente, surpreender a todos vocês. Tenham em mente que os das trevas controlaram o mundo durante milhares de anos, atuando lentamente para obter um controle completo da sua população e da sua riqueza. Nos ciclos mais antigos, eles causaram grandes massacres em que civilizações inteiras foram destruídas. Isso não irá acontecer de novo, e essa é a palavra do Criador.



Obrigado, SaLuSa.

Mike Quinsey.



Extraído de: http://galacticchannelings.com



Colaboração e edição: M/A


Escrito por Colaborador(a) do Blog às 18h11
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Lei NESARA:

Saturday, July 14, 2007

Lei NESARA:

NESARA é uma sigla que significa "National Economic Security And
Reformation Act" [Ato para a Reforma e Segurança Econômica Nacional].

Trata-se de uma lei aprovada (secretamente) pelo Congresso norte-americano
(portanto já vigente), em março de 2000, e sancionada pelo presidente Bill
Clinton, em outubro de 2000, mas nunca divulgada ao público ou posta em
execução, por correr em "segredo de justiça".

Praticamente, todos os governos de todos os países do mundo têm ciência da
lei NESARA porque a recusa do governo norte-americano em por essa lei em
execução, levou esse assunto para a Corte Internacional de Justiça,
sediada em Haia, na Holanda.

Posteriormente, esse assunto também foi discutido na Organização das Nações
Unidas (ONU).

Para entender porque surgiu esta lei, precisamos recuar à queda da Bolsa de
Valores de Nova Iorque, em 1929.

Nessa ocasião, o sistema bancário norte-americano, apoiado pelo próprio
governo, começou a implementar certos esquemas para se apossar das terras
dos fazendeiros norte-americanos.

Estes reagiram a esse expoliação entrando na justiça.

Muitos anos se passaram nessa batalha judicial.

Em 1993, a Suprema Corte dos EUA praticamente por unanimidade decidiu a
favor das alegações do Farmers' Union [Sindicato dos Fazendeiros] de que
os bancos norte-americanos estavam fraudulentamente executando hipotecas de
fazendas em conluio com o governo, e, ainda, que a emenda que instituiu o
imposto de renda no país nunca foi apropriadamente ratificada por um número
mínimo de estados da união.

É exatamente neste ponto que se inicia todo um processamento secreto que
levou à lei NESARA.

Uma ordem judicial extremamente estrita "de mordaça" (segredo) foi
imposta a qualquer pessoa diretamente envolvida com este assunto, os
registros dos casos na corte foram selados, e o número do processo que dava
detalhes do caso foi revisado até após a conclusão da implementação das
determinações de reforma da Suprema Corte.

Para implementar as reformas aprovadas, cinco juízes da Suprema Corte
passaram anos negociando "Acordos" com o governo dos EUA e com as outras
partes envolvidas (bancos).

Como esses acordos não funcionaram, os juízes autorizaram que as reformas
fossem colocadas em forma de uma lei chamada de National Economic Security
and Reformation Act (NESARA), que passou secretamente no Congresso em
março de 2000.

O segredo de justiça foi mantido através de ordens de mordaça (gag) muito
estritas.

As notícias sobre a NESARA vazou a público através da inteligência naval
dos EUA, em junho de 2000.

A Corte Internacional de Justiça, em Haia, na Holanda, deliberou em
22.08.2002, que todos os países envolvidos (agora são 182) deveriam
honrar seus contratos e mudar seus sistemas bancários em alinhamento com a
lei NESARA, como já concordado anteriormente [1].

Todo o processo precisa começar nos Estados Unidos, em um clima de paz.

Uma vez anunciado lá, os outros países devem seguir a liderança deles.

A lei NESARA estava para ser anunciada publicamente, via rede de rádio e
TV, às 10:00 horas da manhã [EDT dos EUA] no dia 11 de setembro de 2001.

Todos nós sabemos o que ocorreu neste dia: os ataques às torres gêmeas do
World Trade Center (WTC) começaram pouco antes das 9:00 horas da manhã
naquele dia.

Portanto, não existem seqüestradores nesta história.

O presidente George W. Bush precisava desesperadamente de uma guerra (um
álibi), parcialmente para conseguir evitar este anúncio público (o motivo
fica claro quando lermos os artigos da NESARA, listados mais abaixo).

As vidas dos bombeiros de Nova Iorque correram sério risco quando eles
descobriram o assassinato de cerca de 200 empregados bancários, que estavam
trabalhando na primeira torre atingida, agilizando os procedimentos
bancários necessários para a implementação do NESARA naquela manhã!

A lei NESARA inicia imediatamente um período de paz e determina [2]:

1. Restaura a Lei Constitucional nos EUA (o país vive em lei de guerra
atualmente), no exato momento de seu anúncio público.

2. Remove o presidente, vice-presidente e todo seu gabinete de seus
cargos, assim como todos os membros do Congresso dos EUA, devido às suas
contínuas ações inconstitucionais. Todos eles serão removidos de suas
funções pelo anúncio público do NESARA. Pessoal específico para
cumprimento de lei irá remover fisicamente todos os membros do governo Bush
de seus escritórios. Estas remoções irão permitir um novo começo em nível
nacional. Usando a Linha Constitucional de Sucessão, NESARA irá
instalar Presidente e Vice-presidente designados aceitáveis
constitucionalmente, até que novas eleições nacionais possam ser feitas
dentro de 6 meses após o anúncio público do NESARA.

3. Como o NESARA abole os estados inconstitucionais de emergência, o
anúncio público do NESARA irá declarar a "paz", e todo o pessoal militar
dos EUA no Iraque e Afeganistão serão chamados imediatamente de volta para
os EUA.

4. Como remédio parcial para os 90 anos de fraude do governo e dos bancos,
o NESARA exige zerar as dívidas em cartão de crédito e a implantação de
alívio de débito a ser dado a todos os norte-americanos.

5. Inicia o Sistema do Banco do Tesouro dos EUA, com uma nova moeda do
Tesouro dos EUA, lastreada em ouro (que foi extinto pelo presidente Nixon).
A Reserva Federal [o Federal Reserve é uma empresa privada, não federal,
pertencente aos illuminati] é extinta e suas instalações, e a maioria dos
funcionários, são absorvidas pelo Sistema do Banco do Tesouro dos EUA [US
Treasury Bank System].

6. Extingue o imposto de renda nos EUA e cria uma taxa de venda nacional
aplicável a itens novos não-essenciais, como receita para o governo.
Itens essenciais, como alimentos e remédios, e itens já usados, ficam
isentos de taxa de venda.

Pelo item 2 acima, percebe-se porque o presidente Bush arquitetou e
comandou os atentados de 11 de setembro de 2001. Mais detalhes sobre o
alívio bancário, do item 4, podem ser lidos em [3].

Aparentemente, este tema do NESARA tem o envolvimento de mestres
ascensionados [4], como o personagem conhecido como Conde de Saint Germain
e Sananda Kumara (aka Jesus Cristo) [5], além de ter a cooperação de
seres extraterrestres [6], [7] e intraterrestres [4].

Após o anúncio do NESARA haveria o pouso público de naves extra-terrestres
(discos voadores), iniciando um período muito produtivo de despoluição
ambiental do planeta (Gaia).

Mais informações sobre N.E.S.A.R.A.: [8], [9]

Referências:

http://saudeperfeitarfs.blogspot.com/2007/07/nesara.html

[1] http://nesara.insights2.org/
[2] http://www.nesara.us/pages/home.html
[3] http://www.nesara.de/p/p_home.htm
[4] http://www.comandoestelar.locaweb.com.br/library1/arquivo/nesara.asp
[5] http://www.luisprada.com/Protected/sananda_on_nesara_and_compassion.htm
[6] http://www.paoweb.com/
[7] http://www.matthewbooks.net/anmviewer5dez06.htm
[8] http://educate-yourself.org/mw/message07may04.shtml
[9] http://fourwinds10.com/

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Reflexiones Hopi: 2010 - 11:11 - 2012 1/2





Com aspirador de dólar ligado, nem Deus dá jeito


Sem coragem para baixar juro, tiro de Dilma cai na água
Reduzir imposto na indústria retira poder do Estado e não compensa os prejuízos que o câmbio favorável aos importados provocam no setor
Aumentar a “competitividade” das empresas mantendo como está o que tira a sua competitividade - o câmbio aberrante e os juros vertiginosos – é como curar uma infecção mantendo incólume, bem nutrido e em plena atividade o micróbio que a causou. Pior quando, para manter um regime cambial e financeiro que beneficia meia dúzia de bancos e multinacionais, corta-se ou reduz-se a contribuição para a coletividade, debilitando-se o Estado, mola mestra do crescimento. Quanto ao mercado interno, as medidas têm pouco a ver com ele, até porque a política da Fazenda e do BC é restringir o mercado interno, conter - até rebaixar - os salários reais e o investimento.
Fonte: http://www.horadopovo.com.br/


“Brasil Maior” mantém indústria refém do câmbio desequilibrado
Plano quer aumentar competitividade da indústria enfraquecida pelo juros altos e avalanche de dólares
Na terça-feira, a presidente Dilma Rousseff lançou o “Plano Brasil Maior”, que seria, segundo anunciado, uma política industrial.
A presidente tem razão – e muita – em preocupar-se com “os riscos à indústria nacional, decorrentes de um câmbio desequilibrado”. O problema consiste em que é impossível superar os riscos de um câmbio desequilibrado sem resolver o desequilíbrio do câmbio.
O que implica, também, em resolver o problema dos juros básicos astronômicos, principal fator interno que torna o atual câmbio uma aberração econômica. Sem contar que esses juros são um atentado à produção nacional e ao mercado interno – considerado, pela presidente, com razão, a nossa maior vantagem econômica.
O ministro Fernando Pimentel disse que o Plano é “corajoso, ousado e audaz”. Infelizmente, não é. E nem precisa tanta “audácia”, “ousadia” e outras palavras altissonantes. Basta coragem para enfrentar os problemas reais, aqueles de que não se pode fugir, sob pena de agravá-los.
No entanto, o Plano quer aumentar a “competitividade” das empresas mantendo como está aquilo que tira a sua competitividade: o câmbio distorcido e os juros vertiginosos. Tal façanha equivaleria a curar uma infecção mantendo incólume, bem nutrido e em plena atividade o micróbio que a causou, mas amaciando um pouco – talvez - o travesseiro do doente.
Como se pode elaborar uma política industrial sem qualquer ação sobre os dois preços mais fundamentais da economia, sobretudo quando eles estão destrambelhados? A resposta é que não se pode.
Falou-se em “indústria nacional”. Mas, quando a medida provisória nº 540 “dispõe sobre a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) à indústria automotiva”, não é a indústria nacional que é beneficiada, e sim o cartel das filiais de multinacionais automobilísticas, que, no Brasil, tem preços extorsivos, com remessas de lucros para o exterior que são abusivas sob qualquer critério econômico que não seja o favorecimento de suas matrizes. No entanto, essa é a única redução de tributos, em todo o Plano, que vai até 2016. A maioria não passa de dezembro de 2012.
Como é óbvio, a “indústria automotiva” não tem caráter estratégico para o país – aliás, na época atual, para nenhum país do mundo. Essa redução somente servirá para aumentar sua margem de lucro e açular suas remessas para o exterior. É inteiramente perfunctória a condição de que elas deverão “observar, atendidos os requisitos estabelecidos em ato do Poder Executivo, níveis de investimento, de inovação tecnológica e de agregação de conteúdo nacional” (cf. MP nº 540, art. 5º, § 1º). Não sabemos quais serão esses requisitos, mas elas deveriam observá-los sem que, para isso, o Estado tenha que renunciar ao imposto que elas devem pagar. Já no governo Juscelino, há 50 anos, obedecer aos requisitos do governo era a condição para que explorassem nosso mercado interno.
Porém, logo em seguida, estabelece-se que a “redução [de IPI] aplica-se aos produtos de procedência estrangeira (…) no caso de saída dos produtos importados de estabelecimento importador pertencente a pessoa jurídica fabricante que atenda aos requisitos mencionados” (cf. MP nº 540, art. 6º, caput, e § único)
Em suma, a redução do IPI também vale para as importações das multinacionais automobilísticas. Talvez a presidente, em meio à algaravia polimorfa dessa MP, não tenha prestado atenção nesse trecho. Mas, como disse Gorky, o que se escreve nem o machado apaga.
Um desses cretinos da mídia oposicionista atacou o Plano por, supostamente, ser “nacionalista”. Trata-se de mera chicana.
Não vamos falar dos R$ 500 bilhões do BNDES, porque a conta não fecha, nem o BNDES assumiu esse número – e, segundo o sr. Mantega, as empresas têm que se financiar é no mercado de debêntures... Mas os R$ 2 bilhões para que a Finep invista em inovação tecnológica são importantes, ainda que bastante insuficientes para as nossas necessidades.
Quanto aos impostos – menos ainda as contribuições para a Seguridade e a Previdência -, jamais foram um obstáculo à competitividade. Mas é sobre eles que recai a compensação para não ter alguma política racional em relação ao câmbio e aos juros. Em suma, o debilitamento do Estado, há muito a mola mestra do desenvolvimento, é, na verdade, a essência dessa política que corta impostos para não mexer em nada. A contribuição para a coletividade - para a sociedade e para o Estado - é sacrificada para manter um regime cambial e financeiro que beneficia meia dúzia de bancos, sobretudo externos, e multinacionais.
Como política industrial, ela não é uma política industrial. Limita-se a um pequeno respiro, mais fantasioso que real, para alguns setores nacionais, “desonerando”, em 100% das contribuições para a Seguridade e a Previdência, as indústrias de confecções, calçados, móveis e software – ameaçadas pelas importações devido ao câmbio, aos juros, às tarifas de importação baixíssimas, e não pelos impostos.
A presidente Dilma está inteiramente certa ao declarar que “nós não acreditamos que o desenvolvimento possa abrir mão da indústria e se dedicar prioritariamente a construir uma economia de serviços. Nós queremos a nossa indústria sólida, geradora de renda e de emprego”.
Para isso, é necessário ter uma política para que a indústria nacional seja sólida, geradora de renda e de emprego. Não serão, certamente, as filiais de multinacionais que irão dar solidez ou basear o emprego no país – pela razão evidente que sua função é gerar renda para suas matrizes em outros países. Podem até ter alguma importância em nossa economia. Mas nunca poderão, se queremos crescer sustentadamente, ser o centro da nossa economia, porque, a rigor, pertencem a outras economias.
É verdade que nossa base deve ser o mercado interno. Mas o Plano pouco tem a ver com o mercado interno – até porque a política da Fazenda e do Banco Central é restringir o mercado interno, manietar o consumo, conter, até rebaixar, os salários reais, e, como observou Amir Khair, restringir o investimento. A meta de 22,4% do PIB de taxa de investimento é viável – desde que se tenha uma política para isso.
Entretanto, a ideia do Plano parece a de aumentar as exportações porque as contas externas estão em perigo, se o saldo comercial continuar do jeito que está. A presidente também foi correta ao apontar o “excesso de liquidez” (as superemissões de dólares dos EUA) como algo que nos prejudica. Portanto, foi significativa a menção “aos que pensam que (…) o mais prudente é não agir e esperar a onda passar”.
Esta foi, precisamente, a política do sr. Mantega. No dia 15 de dezembro de 2009, em entrevista ao “Valor Econômico”, ele declarou: “Vamos aumentar as importações e usar poupança externa. Teremos um déficit em transações correntes, que será coberto por poupança externa. Quando o mercado internacional voltar a crescer, voltaremos a produzir um superávit comercial maior”.
Sobre o câmbio: “Estancamos a sobrevalorização do real e a tendência é o câmbio melhorar. Estabilizamos o câmbio há 50 dias, quando o dólar estava a R$ 1,70. Hoje, está em R$ 1,77”.
Sobre as superemissões dos EUA: “Os Estados Unidos farão, inevitavelmente, alguma valorização da moeda, subindo aquela taxa de juros de 0,25% ao ano”. E quando um dos entrevistadores observou que “há quem diga que o aumento dos juros nos EUA só deverá ocorrer no fim de 2010”: “Não acredito. (…) Trabalhar com 0,25% desmoraliza o mercado. (…) Teremos um movimento de desvalorização do real, o que vai ajudar a melhorar a situação dos exportadores”.
Hoje, a cotação do dólar está em R$ 1,56. Os juros reais dos EUA estão em -3,2% (menos 3,2%).
Mantega levou dois anos para perceber que havia uma guerra cambial. Em julho do ano passado, insistia: “Quando os outros países voltarem a comprar mais do Brasil, as exportações vão crescer e equilibrar as transações correntes. Como o câmbio é flutuante, a regulação é automática. (…) em algum momento, a tendência é de desvalorização do real” (Ag. Brasil, 27/07/2010).
Infelizmente, o Plano de terça-feira é puro manteguismo. Há outras medidas, quase todas extensões ou prorrogações de políticas que já existem, incluindo o drawback (isenção para importações de empresas exportadoras), inventado pelo falecido Bulhões no governo Castello Branco, em 1966.
CARLOS LOPES
 



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Após a morte do general Abdel Yunes quadrilhas mercenárias brigam entre si

Logo após a morte do general Abdel-Fatah Yunes, embates entre as quadrilhas instaladas eclodiram em Benghazi tornando ainda mais remotos os planos da Otan de derrubar pela intervenção estrangeira e com apoio dos mercenários o governo líbio.

Nem mesmo os chefes dos bandos que se entrincheiraram no leste da Líbia ou a mídia imperial que tenta socorrê-los foi capaz de esconder que o general foi morto nas mãos dos próprios integrantes da quinta coluna.

Na segunda-feira, as violentas rusgas levaram 8 mercenários à morte em Benghazi. Para abafar a dimensão da crise que se instalou em suas fileiras o Conselho Nacional de Transição declarou que os confrontos se deram após a descoberta de que havia em Benghazi colaboradores secretos do governo líbio.

Logo viram, no entanto, que a segunda versão é igualmente desastrosa para eles. Como foi possível a um governo hostilizado infiltrar colaboradores do outro lado? Como foi possível que os mesmos passassem desapercebidos durante meses e ainda por cima passando informação ao governo?, devem estar se perguntando os apoiadores europeus dispostos até ontem a despejar bilhões de dólares, armamento moderno de paraquedas e bombas sobre a população líbia.

O jornal inglês Daily Mail, citou o ex-ministro Ali Tarhouni, colaboracionista com os invasores, que declarou que o general Yunes foi morto por embros da Brigada Obaida Ibn Jarrah.

Segundo o mesmo jornal, um dos membros do Partido Liberal Democrata inglês, Menzies Campbell, define que a Inglaterra deve repensar totalmente seu envolvimento na Líbia após a morte do general. Para Campbell a briga que levou à morte do general deve significar “o fim do jogo na Líbia para as forças inglesas”.

Fonte: http://www.horadopovo.com.br/

Otan fracassa ao tentar silenciar a Líbia com bombardeio contra TV

Profissionais do Departamento de Radiodifusão da Líbia rechaçaram o ato de terrorismo internacionaI

A Otan bombardeou na manhã do dia 30 a TV Líbia o que provocou a morte de três técnicos e deixou cerca de 15 jornalistas feridos. O prédio da TV foi quase totalmente destruído mais os líbios conseguiram manter a TV no ar. Os profissionais da comunicação da Líbia, em manifesto conjunto, denunciaram o “ato de terrorismo internacional” e acrescentaram: “temos o direito de trabalhar em lugar seguro”, e ainda “o fato de apresentarmos pontos de vista contrários aos da Otan ou dos bandos armados não nos faz alvo legítimo para os foguetes da Otan”.

O prédio principal da TV ficou reduzido a escombros. Os funcionários da TV e do Departamento de Radiodifusão da Líbia destacaram ainda, no documento que foi divulgado pela Telesur: “Nós somos funcionários da televisão oficial líbia. Não somos um objetivo militar, não somos chefes do Exército e muito menos uma ameaça para os civis. Estamos realizando nosso trabalho como jornalistas em representação do que de todo coração acreditamos que é a realidade da agressão da OTAN e da violência na Líbia”.

Também exigiram, como jornalistas, a plena proteção da comunidade internacional e conclamaram à solidariedade os profissionais de comunicação em todo o mundo. A OTAN admitiu que executou uma série de ataques que chamou cinicamente de “precisão” contra três centros transmissores televisão líbia, com a finalidade de “reduzir ao silencio o coronel (líder líbio Muamar) Kadafi” e “evitar que a utilize para intimidar e incitar a cometer atos violentos contra sua população”.

“É impressionante o cinismo dos agressores. Eles matam a população, destroem, ameaçam e dizem que defendem os civis. Nós, trabalhadores da informação, trabalhamos em defesa do nosso país e não vão nos calar”, afirmou o diretor do canal em inglês da Autoridade Líbia de Radiodifusão, Jaled Bazelya.

A rede oficial denunciou os bombardeios, divulgando imagens das casas, prédios e instalações civis que foram alvo dos ataques aéreos estrangeiros e as vítimas que ocasionaram.

Fonte:http://www.horadopovo.com.br/

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O primeiro contato de uma tribo


EUA está quebrado e não financia nem suas guerras, diz Paul Craig


Os americanos – cada vez mais pobres – já não podem pagar suas contas de calefação caseira no inverno. Enquanto isso, pacote de US$ 165 bilhões é coberto com empréstimos externos para as guerras do Iraque e Afeganistão”, afirma Paul Craig
“A ‘única superpotência do mundo’ está tão quebrada que não consegue nem financiar suas próprias guerras”, afirma o ex-vice-secretário do Tesouro dos EUA no governo Ronald Reagan, Paul Craig Roberts, em seu recente artigo, “Guerra no Exterior, Pobreza em Casa”.
Craig destaca que foi aprovado um pacote de mais US$ 165 bilhões de dólares para “financiar as guerras de agressão de Bush contra o Afeganistão e o Iraque”, no momento em que o país está “quebrado e afundado em dívidas. Cada um dos US$ 165 bilhões será emprestado de estrangeiros” e acrescenta que “os consumidores norte-americanos estão quebrados e mergulhados em dívidas”. Segundo relatório apresentado ao Conselho de Relações Exteriores dos EUA, em 2006, por Menzie Chinn, professor de economia da Universidade de Wisconsin, os EUA passaram da posição de maior credor à de maior devedor do mundo. “Não me parece que os investidores internacionais vão continuar concordando em segurar quantias cada vez maiores de dívidas dos EUA”, acrescenta Chinn.
PRESSÃO
Craig relaciona o crescente do endividamento que o “regime irresponsável de Bush tomou de estrangeiros” com a “crescente pressão para a desvalorização do dólar”, referindo-se ao fato de que, durante os oito anos de Bush, o dólar perdeu 60% de seu valor em relação ao euro. “Em relação ao ouro e ao petróleo, perdeu ainda mais valor”, acrescenta. “Antes de Bush ter começado suas guerras de agressão”, diz o ex-integrante do governo dos EUA, “o petróleo estava a US$ 25 o barril. Hoje está a US$ 130. 
ESPECULAÇÃO
Observando que há o dado de que o petróleo é real e – diferente dos dólares em papel - um suprimento com limites, enfatiza que “parte importante deste aumento no preço é devido a uma galopante especulação nos mercados de futuro. No entanto, a causa central é a erosão do valor do dólar”.
O encarecimento do petróleo – provocado em grande parte pela política de agressão e de predomínio das corporações na economia – fez com que a conta da importação de petróleo crescesse de US$ 106 bilhões em 2006 para US$ 500 bilhões, 18 meses depois, segundo dados citados por Craig Roberts.
“Os americanos – cada vez mais pobres – já não podem pagar suas contas de calefação caseira no inverno”, afirma Craig. “O preço da energia direciona para cima os custos de produção e de transporte de todos os produtos, mas a renda dos norte-americanos não cresce, exceto a dos extremamente ricos”. E mais: “Se o petróleo era a razão pela qual Bush invadiu o Iraque, então o plano foi como um tiro pela culatra. O petróleo não simplesmente dobrou ou triplicou de preço, mas quintuplicou”.
GUERRAS
Craig critica os que “não estavam percebendo ou não se importavam” que “as guerras de Bush estavam destruindo a posição econômica do país” e rebaixando “o padrão de vida dos americanos”. E acrescenta: “McCain diz que pode vencer a guerra no Iraque em cinco anos e ao mesmo tempo ‘desafiar’ a Rússia e a China”. 
Paul Craig critica ainda em seu artigo “a tentativa desesperada do atual regime” de cortar o plano de saúde Medicaid para os pobres; o partido Republicano que “quer financiar a guerra”, mas enxerga qualquer financiamento voltado para a população como “extravagância” e denuncia que o “partido da guerra de neocoloni-zação está destruindo as perspectivas dos cidadãos norte-americanos”; ironiza ao questionar se “‘guerra no exterior e pobreza em casa’ é o slogan republicano para as eleições de novembro”.
NATHANIEL BRAIA

http://www.horadopovo.com.br/2008/junho/2672-04-06-08/P7/pag7a.htm
Fonte:

domingo, 31 de julho de 2011

O tempo dos líbios e o terrorismo dos EUA: um povo determinado a vencer


Obama despreza os valores democráticos. Os líbios, maciçamente unidos atrás de Kadafi, lançam sua mensagem a outras vítimas imperiais: não desistir
STEPHEN LENDMAN*
A 14 de julho, a matéria principal da DEBKAfile, agência de notícias ligada ao Mossad, era “Termina a guerra da Líbia. Obama faz de Moscou o mediador da paz”, e dizia:
“… a guerra na Líbia terminou virtualmente na quinta, 14 de julho, pela manhã, quando o presidente dos EUA, Barack Obama, ligou para o presidente russo, Dmitry Medvedev, para entregar a Moscou o papel de liderança nas negociações com Muammar Kadafi para terminar o conflito – com a condição única de que o governante líbio se demita em favor de um governo de transição”.
Mais, sobre a exigência de Obama, abaixo. Por enquanto, o bombardeio terrorista dos EUA à Líbia continua inabalável, apesar do comunicado do Gabinete do Secretário de Imprensa da Casa Branca, a 13 de julho, dizendo que Obama agradeceu “os esforços da Rússia para mediar uma solução política na Líbia, enfatizando que (Washington) está preparada para apoiar negociações que levem a uma transição democrática... tão logo (Kadafi) seja excluído”.
Na verdade, Obama despreza os valores democráticos tanto no exterior quanto em casa, noções intoleráveis que ele não aceita, nem a paz, travando, sem parar, múltiplas guerras imperiais. Na Líbia, além disso, a questão não é Kadafi. A questão é colonizar outro país, controlar seus recursos, saquear suas riquezas e explorar seu povo - o objetivo de sempre dos EUA.
A 15 de julho, Washington e cerca de 30 países europeus e do Oriente Médio reconheceram ilegalmente os líderes revoltosos como governo legítimo da Líbia – o assim chamado Conselho Nacional de Transição (CNT). Reunidos em Istambul (sem a China e a Rússia), o Grupo de Contato da Líbia emitiu uma declaração, dizendo:
“De agora em diante, e até que uma autoridade interina seja constituída, os participantes concordaram em tratar o CNT como a autoridade governamental legítima na Líbia”.
Foi acrescentado que Kadafi não tem mais legitimidade e deve deixar a Líbia com sua família.
Explicando o que é claramente ilegítimo, a secretária de Estado Clinton disse:
“Nós ainda temos de trabalhar vários aspectos legais (em outras palavras, evitá-los totalmente), mas esperamos que este passo no reconhecimento capacitará o CNT a ter acesso a fontes adicionais de financiamento”, incluindo US$ 30 bilhões dos acima de US$ 150 bilhões roubados da riqueza da Líbia, e, além disso, seus abundantes recursos em petróleo, gás e água, que têm um valor multiplicado por muito mais.
Ao mesmo tempo, a frustração cresce após quatro meses de impasse nas operações terrestres e aéreas. Como resultado, apesar de dizer que Kadafi deve sair, alguns parceiros da OTAN parecem dispostos a deixá-lo ficar, embora não com seu poder atual.
Kadafi, na verdade, promete nunca deixar a Líbia ou render-se aos insurgentes ou a OTAN. Em comunicado ouvido pelo rádio em 16 de julho, ele disse aos que o apoiam:
“Eles estão me pedindo para deixar o país. Isto é uma risada. Eu nunca vou deixar a terra dos meus ancestrais ou as pessoas que se sacrificaram por mim. Depois de termos dado nossos filhos como mártires, não podemos recuar ou nos render ou desistir ou nos mover um centímetro”.
Os líbios o apoiam esmagadoramente, mobilização registrada em imagens (e relatórios) que a grande mídia suprime, mas pode ser acessada através do seguinte link: http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=25630.
ttp://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=25630.
Ninguém os chamou. Ninguém exigiu apoio a Kadafi. Eles vieram por si próprios, o que geralmente acontece quando as nações são atacadas ilegalmente. As pessoas reúnem-se esmagadoramente atrás dos líderes contra os agressores estrangeiros. Os líbios conhecem Washington e a OTAN, não é Kadafi o seu inimigo.
Além disso, eles estão armados, prontos para defender seu país contra os invasores porque Kadafi forneceu dois milhões de armas a civis, mais do que suficiente para derrubá-lo, se quisessem. Mas eles não o fazem!
DEBKA também disse que:
“A partir de 9 de julho, fontes militares relataram que a OTAN interrompeu seus ataques aéreos contra alvos pró-governo em Trípoli e em outros lugares. A suspensão, embora não anunciada, foi, apesar disso, uma admissão de que 15 mil missões de vôo (na verdade 15.308 até 15 de julho) e 6.000 (na verdade 5.767 até 15 de julho) bombardeios de alvos de Kadafi fracassaram em atingir seu objetivo”.
De fato, o site da OTAN (http://www.aco.nato.int/page424201235. Aspx) afirma o seguinte:
9 de julho: 112 voos de reconhecimento efetuados, incluindo 48 missões de ataque;
10 de julho: 139 voos de reconhecimento efetuados, incluindo 54 missões de ataque;
11 de julho: 132 voos de reconhecimento efetuados, incluindo 49 missões de ataque;
12 de julho: 127 voos de reconhecimento efetuados, incluindo 35 missões de ataque;
13 de julho: Nenhum dado publicado. O padrão acima provavelmente continuou.
14 de julho: 132 voos de reconhecimento efetuados, incluindo 48 missões de ataque.
15 de Julho: 115 voos de reconhecimento efetuados, incluindo 46 missões de ataque.
Informando de Trípoli em 17 de julho, Mahdi Nazemroaya, analista de Oriente Médio/Ásia Central, escreveu por e-mail que “a primeira noite foi muito ruim aqui. Eles bombardearam como loucos e tudo estava tremendo”.
Ele elaborou um artigo no Global Research, que pode ser acessado através do seguinte link: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=25658.
Classificando-a como uma noite de “blitzkrieg”, ele mencionou “grandes explosões... ouvidas à distância. Múltiplas áreas urbanas foram bombardeadas simultaneamente esta manhã”.
De acordo com testemunhas, cerca de 60 a 75 bombas acertaram Tajura (14 km a leste de Tripoli), área da cidade de Seraj. Continuando um padrão regular, alvos civis foram atingidos, incluindo áreas residenciais. A 16 de julho, a televisão estatal Líbia informou que a maioria das vítimas foram civis, sem citar números específicos.
Até agora, de fato, para cada combatente morto, 10 civis foram mortos como resultado de bombardeios sobre localidades não-militares, incluindo comunidades residenciais.
Durante a noite, perto das áreas bombardeadas, “foi como um terremoto. Grandes edifícios tão distantes como na rua Al-Fatah... estavam tremendo”.
A 16 de julho, no entanto, os ataques foram diferentes dos anteriores. O cheiro de queimado e “uma estranha fumaça tomou conta do ar” - e não foi embora. “Ele (o cheiro) ainda permaneceu na pele depois dos bombardeios... Os sons (e colunas de fumaça) eram diferentes”.
Depois dos bombardeios anteriores, a fumaça subia verticalmente “como um fogo, mas nesta noite ela era branca e horizontal.... e ficou sobre Trípoli”.
Uma explosão causou “uma enorme nuvem em forma de cogumelo, apontando para o possível uso de bombas (nucleares) contra bunkers”. Num raio de 15 km em torno dos alvos, “as pessoas experimentaram ardência nos olhos, dores lombares, dores de cabeça” inexplicados sintomas, não sentidos anteriormente.
Na semana passada, de fato, o procurador-geral da Líbia, Mohammed al-Zikri Mahjoubi, acusou o secretário geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, de crimes de guerra, dizendo que ele será criminalmente acusado de:
“Agressão deliberada contra civis inocentes, assassinato de crianças, bem como tentar derrubar o governo líbio... responsável por atacar pessoas desarmadas, matando 1.108 pessoas e ferindo outras 4.537 no bombardeio de Trípoli, outras cidades e aldeias”.
Ele também o acusou de tentar assassinar Kadafi.
A 14 de julho, Rasmussen tentou dois caminhos ao mesmo tempo, “encorajando todos os aliados que têm aeronaves à sua disposição a tomar parte na operação”, enquanto apelava para uma solução política pró-ocidental, que os líbios não aceitarão, nem devem aceitar.
Um comentário final.
Garantir o controle imperial é a questão, um objetivo que coloca os EUA em conflito com milhões de líbios, decididos a resistir e a vencer.
De fato, a estratégia de Washington pode ter saído pela culatra. A maioria dos líbios uniu-se atrás de Kadafi, junto com aliados regionais e outros, incluindo a China e a Rússia (devido a seus próprios interesses estratégicos), contra a exploradora “libertação” pelo Ocidente.
Embora nenhum fim para o conflito seja iminente, talvez desta vez o poder do povo possa triunfar. Se assim for, a mensagem para outras vítimas imperiais é não desistir. Lutando tempo suficiente para vencer, por vezes, conseguem. Talvez seja este o tempo para os líbios.
* Nascido em Boston, com graduação e MBA nas universidades de Harvard e Wharton, analista de pesquisas de marketing, empresário hoje aposentado, Stephen Lendman, desde 2005, aos 71 anos de idade, tem sido um dos mais penetrantes críticos da política e da economia dos EUA. Reside atualmente em Chicago.